Baço

O baço é uma massa oval, geralmente arroxeada, carnosa, que tem aproximadamente o mesmo tamanho e o mesmo formato da sua mão fechada. 

É relativamente delicado e considerado o órgão abdominal mais vulnerável. 

Está localizado entre o fundo do estômago e o m. diafragma na parte superolateral do quadrante abdominal superior esquerdo (QSE) ou hipocôndrio, onde se utiliza da proteção da parte inferior da caixa torácica, onde está associado posteriormente às costelas IX a XI.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Forma Externa do Baço

O próprio tecido esplênico é muito macio e cheio de sangue que escorre pelo parênquima e limpa seus eritrócitos e leucócitos antigos e deformados. 

No entanto, o baço é circundado por uma cápsula fibrosa (túnica fibrosa) feita de tecido conjuntivo resistente, resultando em sua “forma de grão de café” relativamente constante. 

Da cápsula, as chamadas trabéculas correm pelo interior do baço; eles formam uma estrutura de suporte e dividem o baço em segmentos.

A margem superior do baço é marcada pela extremidade anterior, elas são mais agudas e entalhadas.

A margem inferior é arredondada e acompanha a extremidade inferior e são mais arredondadas. 

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

As 2 faces do baço são: 

diafragmática que tem a superfície convexa para se encaixar na concavidade do diafragma e nos corpos curvos das costelas adjacentes;

E a visceral que é côncava, contém impressões formadas pelas estruturas em contato com o baço:

  • Anteriormente, o estômago;
  • Posteriormente, a parte esquerda do diafragma, que o separa da pleura, do pulmão e das costelas IX a XI;
  • Inferiormente, a flexura esquerda do colo;
  • Medialmente, o rim esquerdo.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Ligamentos

O baço é um órgão intraperitoneal. Várias estruturas ligamentares vão e vêm dele:

  • O ligamento gastroesplênico se estende desde o hilo do baço até a curvatura maior do estômago. Ele contém vasos gástricos curtos e nervos linfáticos e simpáticos associados;
  • O ligamento esplenorrenal se estende desde o hilo do baço até a superfície anterior do rim esquerdo. Ele contém a cauda do pâncreas e os vasos esplênicos;
  • O ligamento frenicocólico é uma prega horizontal do peritônio que se estende da flexura esplênica do cólon ao m. diafragma ao longo da linha axilar média. Ele forma a extremidade superior da calha paracólica esquerda.
MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Circulação

O baço é composto pelos seguintes 4 componentes:

  • Tecido de suporte
  • Polpa branca
  • Polpa vermelha
  • Sistema vascular

O tecido de suporte é fibroelástico e forma a cápsula, as trabéculas grossas e um retículo fino.

A polpa branca consiste em nódulos linfáticos, que estão dispostos em torno de uma arteríola excêntrica chamada corpúsculo de Malpighi (ou esplênico).

A polpa vermelha é formada por um conjunto de células nos interstícios de seu retículo, entre os sinusóides da polpa vermelha. 

A população de células inclui todos os tipos de linfócitos, células sanguíneas e macrófagos fixos e livres. 

Os linfócitos são livremente transformados em células plasmáticas, que podem produzir grandes quantidades de anticorpos e imunoglobulinas.

Os vasos terminais da árvore arterial do baço são os capilares revestidos, que entram diretamente nos sinusóides esplênicos ou se esvaziam abertamente no tecido conjuntivo do baço. 

Esta circulação aberta é única no sistema circulatório humano, que normalmente é um circuito fechado. 

Os sinusóides formam o início do sistema venoso, do sangue venoso – o sangue é coletado nas veias pulpares curtas que se conectam com as veias trabeculares que finalmente se unem como veia esplênica. 

A veia esplênica então coleta da veia mesentérica inferior e outros ramos do pâncreas e do estômago e se junta à veia mesentérica superior para formar a veia porta hepática.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

A irrigação arterial do baço provém da artéria esplênica, que divide-se em cinco ou mais ramos que entram no hilo esplênico.

Linfáticos

Os vasos linfáticos esplênicos deixam os linfonodos no hilo esplênico e seguem ao longo dos vasos esplênicos até os linfonodos pancreaticoesplênicos no trajeto para os linfonodos celíacos

Os linfonodos pancreaticoesplênicos estão relacionados com a face posterior e a margem superior do pâncreas.

Inervação

Os nervos esplênicos, derivados do plexo celíaco, são distribuídos principalmente ao longo de ramos da artéria esplênica e têm função vasomotora.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Referências Bibliográficas

DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.: Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

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