As costelas são um conjunto de doze ossos que formam a “gaiola” protetora do tórax.

Eles se articulam com a coluna vertebral posteriormente e terminam anteriormente como cartilagem (conhecida como cartilagem costal).

Como parte do tórax ósseo, as costelas protegem os órgãos torácicos internos.

Eles também têm um papel na respiração – durante a expansão torácica, a caixa torácica se move para permitir a insuflação pulmonar.

caixa torácica
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Existem duas classificações de costelas: típicas e atípicas.

As costelas típicas têm uma estrutura generalizada, enquanto as costelas atípicas têm variações nessa estrutura.

Costelas típicas

A costela típica consiste de uma cabeça, colo e corpo:

A cabeça é em forma de cunha e tem duas facetas articulares separadas por uma cunha de osso.

Uma face articula-se com as vértebras numericamente correspondentes e a outra articula-se com as vértebras acima.

O colo não contém proeminências ósseas, mas simplesmente conecta a cabeça ao corpo.

Onde o colo encontra o corpo há um tubérculo áspero, com uma face para articulação com o processo transversal das vértebras correspondentes.

O corpo da costela, é plano e curvo.

Esta curvatura forma o ângulo costal.

A superfície interna do corpo possui um sulco para o suprimento neurovascular do tórax, protegendo os vasos e nervos contra danos.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Costelas atípicas

Os pares de costelas 1, 2, 10, 11 e 12 podem ser descritas como “atípicas” – elas têm características que não são comuns a todas as costelas.

A costela é mais curta e mais larga que as outras costelas. 

Ela tem apenas uma face na cabeça para articulação com as vértebras correspondentes (não há uma vértebra torácica acima dela). 

A superfície superior é marcada por dois sulcos, que abrem caminho para os vasos subclávios.

A costela é mais fina e mais comprida que a 1ª costela, e tem duas faces articulares na cabeça como de costume. 

Tem uma área rugosa na sua superfície superior, onde o músculo serrátil anterior se liga.

A 10ª costela só tem uma face – para articulação com suas vértebras numericamente correspondentes.

Os pares 11 e 12 não têm colo e contêm apenas uma face, que é para articulação com as vértebras correspondentes.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

Articulações

A maioria das costelas tem uma articulação anterior e posterior.

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Todas as doze costelas se articulam posteriormente com as vértebras da coluna

Cada costela forma duas articulações:

Articulação costotransversária – Entre o tubérculo da costela e a face costal do processo transverso das vértebras correspondentes.

Articulação costovertebral – Entre a cabeça da costela, a face costal superior das vértebras correspondentes e a faceta costal inferior das vértebras acima.

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NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

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Costelas verdadeiras, falsas e flutuantes

As fixações anteriores das costelas variam:

Do ao par as costelas são anexadas independentemente ao esterno.

Por esta razão são denominadas “costelas verdadeiras“.

Os pares de costelas 8, 9 e 10 unem-se às cartilagens costais superiores a elas.

Por esta razão são denominadas “costelas falsas“.

Os pares de costelas 11 e 12 não possuem uma fixação anterior e terminam na musculatura abdominal. 

Por conta disso, são denominadas “costelas flutuantes“.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.: Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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