O sistema nervoso começa a sua formação a partir da quarta semana de vida, formando o tubo neural. 

Esse processo é denominado de neurulação.

As células localizadas no ectoderma, sobre o notocorda, se espessam (caracterizando o neuroectoderma – origem do sistema nervoso). 

Esse espessamento forma no ectoderma uma estrutura denominada de placa neural (que formará no desenvolvimento cerca de 100 bilhões de neurônios). 

Posteriormente, a placa neural sofre uma invaginação, o sulco neural

Com o desenvolvimento o sulco neural se transforma na goteira neural, com duas cristas neurais presas. 

Ao final da terceira semana de vida a goteira neural se desprende do ectoderma, formando o tubo neural e, nas regiões laterais do tubo neural são formadas as cristas neurais.

placa neural
tubo e goteira neural

Tubo neural

Apresenta uma luz em seu interior, o canal neural

Suas extremidades são abertas, denominadas de neuróporo rostral e neuróporo caudal.

Ocorre depois de poucos dias o fechamento dos neuróporos (junto ao estabelecimento da circulação sanguínea para o tubo neural). 

As paredes do tubo neural ao redor do canal neural se espessam, formando: duas lâminas alares (localizadas póstero-lateralmente); duas lâminas basais (localizadas ântero-lateralmente), separadas pelo sulco limitante; uma lâmina do teto (em locais específicos originará as células ependimárias); e uma lâmina do soalho. 

O tubo neural dará origem a toda parte central do sistema nervoso (encéfalo e medula espinal).

tubo neural

Cristas neurais

São contínuas no sentido crânio-caudal do embrião. 

Dividem-se rapidamente formando a parte periférica do sistema nervoso.

crista neural

Dilatações do tubo neural

É extremamente importante nesse momento conservar a idéia do tubo neural, contendo uma luz (canal neural). 

Dilatações ocorrem no tubo, consequentemente dilatando a luz naquela região. 

As dilatações da luz do tubo neural constituirão os ventrículos encefálicos.

O tubo neural sofre três dilatações, produzindo as vesículas primordiais, sendo prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo.

Prosencéfalo

Do grego pro – antes, enkepalos – encéfalo: vesícula primordial que se dividirá em telencéfalo e diencéfalo.

Mesencéfalo

Do grego mesos – meio, enkepalos – encéfalo: vesícula primordial que pouco se diferencia, constituindo posteriormente o próprio mesencéfalo do tronco encefálico.

Rombencéfalo

Do grego rhombos – obtuso, enkepalos – encéfalo: a vesícula rombencefálica se diferencia posteriormente em metencéfalo e mieloencéfalo

O metencéfalo originará a ponte e o cerebelo;

Enquanto que o mieloencéfalo origina o bulbo.

 

A luz do tubo neural localizada no prosencéfalo dilata-se formando, no telencéfalo, os ventrículos laterais e no diencéfalo o IIIº ventrículo

No mesencéfalo a luz do tubo neural se estreita formando o aqueduto do mesencéfalo (comunicação entre o IIIº ventrículo e IVº ventrículo). 

No rombencéfalo a dilatação da luz do tubo neural forma o IVº ventrículo.

Referências Bibliográficas

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HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

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MACHADO, Angelo B.M.; HAERTEL, L. M.  Neuroanatomia funcional. 3 ed. São Paulo: Atheneu, 2006.

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SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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