Leandro Mattos – 18/06/2019 

Como toda ciência, a anatomia tem sua linguagem própria.

Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dá-se o nome de Nomenclatura Anatômica.

Com o extraordinário acúmulo de conhecimentos no final do século passado, graças aos trabalhos de importantes “escolas anatômi­cas” (sobretudo na Itália, França, Inglaterra e Alema­nha), as mesmas estruturas do corpo humano recebiam denominações diferentes nestes centros de estudos e pesquisas.

Em razão desta falta de metodologia e de inevitáveis arbitrariedades, mais de 20.000 termos ana­tômicos chegaram a ser consignados (hoje reduzidos a pouco mais de 5.000).

Em 1955, em Paris, foi aprovada oficial­mente a Nomenclatura Anatômica, conhecida sob a si­gla de P.N.A. (Paris Nomina Anatômica).

Revisões subsequentes foram feitas em 1960, 1965 e 1970, vis­to que a nomenclatura anatômica tem caráter dinâmi­co, podendo ser sempre criticada e modificada, desde que haja razões suficientes para as modificações e que estas sejam aprovadas em Congressos Internacionais de Anatomia, realizada de cinco em cinco anos.

A lín­gua oficialmente adotada é o latim (por ser “língua morta”), porém cada país pode traduzi-la para seu pró­prio vernáculo.

Ao designar uma estrutura do organis­mo, a nomenclatura procura adotar termos que não se­jam apenas sinais para a memória, mas tragam tam­bém alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura.

 

Dentro deste princípio, foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam:

 

A forma (músculo trapézio);

A sua posição ou situação (nervo mediano);

O seu trajeto (artéria circunflexa da escápula);

As suas conexões ou inter-relações (ligamento sacro-ilíaco);

A sua relação com o esqueleto (artéria radial);

Sua função (m. levantador da escápula);

Critério misto (m. flexor super­ficial dos dedos-função e situação).

Entretanto, há no­mes impróprios ou não muito lógicos que foram conser­vados, porque estão consagrados pelo uso (fígado, por exemplo, tem etimologia discutida). 

Abreviações utilizadas na anatomia

Singular

A. – artéria

Art. – Articulação

B. – Bolsa

Fasc. – fascículo

For. – Forame

Ggl. – Gânglio

Gl. – glândula

Lig. – ligamento

Ln. – Linfonodo

M. – músculo

MI – Membro inf. (dir. / esq.) MID / MIE

MS – Membro sup. (dir. / esq.) – MSD / MSE

N. – nervo

Proc. – Processo

R. – ramo

Rec. – Recesso

Reg. – Região

Sut. – Sutura

Tuberc. – Tubérculo

Tuberos. – Tuberosidade 

V. – veia

Vag. – Vagina (“bainha”)

Plural

Aa. — artérias

Artt. – Articulações

Bb. – Bolsas

Fascc. – fascículos

Forr. – Forames

Ggl. – Gânglios

Gll. – glândulas

Ligg. — ligamentos

Lnn. – Linfonodos

Mm. — músculos

MMII – Membros inferiores

MMSS – Membros superiores

Nn. — nervos

Procc. – Processos

Rr. — ramos

Recc. – Recessos

Regg. – Regiões

Sutt. – Suturas

Tubercc. – Tubérculos

Tubeross. – Tuberosidades

Vv. — veias

Vagg. – Vaginas (“bainhas”)

Referências Bibliográficas

DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.: Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

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