Os ossos são formados essencialmente pelo tecido ósseo (tecido conjuntivo duro, com 1,87% de fosfato e cálcio) do qual o aspecto é compacto ou esponjoso

No osso compacto o tecido ósseo é constituído de delgadas lâminas ósseas que se sobrepõem umas às outras, unindo-se intimamente em torno de um centro.

No osso esponjoso, essas delgadas lâminas se dispõem de modo a formar pequenas cavidades ou celuletas.

O osso longo tem mais desenvolvido uma das suas dimensões; constitui uma espécie de cilindro, no qual podemos distinguir uma parte central dita corpo ou diáfise, e duas extremidades chamadas de epífises proximal e distal.

As epífises são formadas por tecido ósseo esponjoso, que, na superfície, é revestido por uma camada de tecido ósseo compacto. 

No osso esponjoso, a medula enche as cavidades formadas pelo interpenetrar-se das trabéculas.

Até a idade adulta, a diáfise e as epífises são separadas entre si, ou, melhor, estão unidas somente por um tecido cartilaginoso; é esta a cartilagem de conjugação ou diafisiária que permite o desenvolvimento do osso em comprimento, e permanece até que o indivíduo complete o seu desenvolvimento esquelético.

A diáfise é formada por tecido ósseo compacto e é percorrido longitudinalmente por um canal interno, chamado canal medular, ocupado pela medula óssea.

A medula do osso desempenha uma função importantíssima: ela fabrica os glóbulos do sangue, sejam os vermelhos ou brancos.

Certos ossos estão atravessados na periferia por furos: são os furos de transmissão, que servem de passagem a órgãos importantes como vasos e nervos.

Todos os ossos têm furos que penetram no seu interior, os furos nutritivos, pelos quais penetram no osso os vasos que devem nutri-lo.

Estão eles revestidos por uma membrana fibrosa: o periósteo, que tem a função de nutrir o osso e de fazê-lo crescer em espessura (enquanto o osso cresce em comprimento por meio das cartilagens de conjugação).

O tecido ósseo é o tecido de sustentação que apresenta maior rigidez e forma os ossos dos esqueletos dos vertebrados. É constituído pelas células ósseas e por uma matriz compacta e resistente.

As células se encontram alojadas em cavidades na matriz e se comunicam umas com as outras por meio de prolongamentos finos.

A matriz é constituída por grande quantidade de fibras colágenas, dispostas em feixes, entre os quais se depositam cristais, principalmente de fosfato de cálcio

A grande resistência do tecido ósseo resulta dessa associação de fibras colágenas com o fosfato de cálcio.

A irrigação sanguínea de um osso longo é feito principalmente por artérias, que entram na cavidade medular através de forames nutrícios da diáfise e das epífeses.

A extrema rigidez do tecido ósseo é o resultado da interação entre o componente orgânico e o componente mineral da matriz. 

A nutrição das células que se localizam dentro da matriz é feita pelos canais de Havers e Volkmann.

Canais de Havers são uma série de tubos estreitos dentro dos ossos por onde passam vasos sanguíneos e células nervosas. 

São formados por lamelas concêntricas de fibras colágenas. 

São encontrados na região mais compacta do osso da diáfise óssea (meio de ossos longos). 

Podem ser vistos no centro de ósteons em cortes histológicos dos ossos. 

As comunicações menores e mais transversais entre os canais de Havers são chamadas de Canais de Volkmann com a mesma função de nutrir, mineralizar e inervar o osso.

A camada de tecido conectivo vascular que reveste a cavidade medular do osso é chamada de endósteo.

Tipos celulares

Osteócitos

São células existentes no interior das lacunas da matriz óssea. 

Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas, tornando assim a difusão de nutrientes possíveis graças à comunicação entre os osteócitos. 

Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea, são os “produtores de osso”, pois dão origem aos ostesblastos.

Os osteócitos, inversamente aos Osteoblastos, possuem Retículo Endoplasmático Rugoso escasso e aparelho de Golgi atrofiado uma vez que abdicaram de sua função secretora da matriz óssea orgânica.

Osteoblastos

Sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglícanas. Assim, dão “firmeza” ao osso.

Osteoclastos

São células com cerca de 50 núcleos (multinucleadas), cuja função é realizar reabsorção óssea, para renovação celular do osso.

São os “comedores de osso”.

Formação do tecido ósseo / osteogênese

O osso tem origem a partir de uma cartilagem ou tecido conjuntivo.

Ossificação Intramembranosa:

  • As células mesenquimais indiferenciadas do tecido conjuntivo membranoso se transformam em osteoblastos e elaboram a matriz osteóide.

  • Osso resulta a partir do: periósteo, endósteo, suturas e ligamento periodontal.

  • É o modo de crescimento predominante no crânio, mesmo em ossos como a mandíbula e o esfenóide.

  • Ocorre em áreas de tensão.

Ossificação endocondral:

  • O tecido mesenquimal original se transforma em cartilagem.

  • Ocorre em regiões envolvidas em altos níveis relativos de compressão.

  • É encontrada em articulações móveis e em algumas partes da base do crânio.

  • A cartilagem cresce por aposição (ação da membrana condrogênica) e intersticialmente (divisão dos condrócitos e adição da matriz intercelular).

  • As cartilagens de crescimento aparecem onde o crescimento linear em direção da pressão é necessário, permitindo que o osso aumente em direção à área de força.

Referências Bibliográficas

BONTRAGER: Kenneth L.;  John P.  Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

DRAKE, Richard L.; VOGL, A. Wayne; MITCHEL, Adam W. M.: Gray’s anatomia clínica para estudantes. 3 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

NETTER: Frank H. Netter Atlas De Anatomia Humana. 5 ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2011.

MOORE: Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

SOBOTTA: Sobotta J. Atlas de Anatomia Humana. 21 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

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